VOCAÇÃO E CHAMADO

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Estamos completando cinquenta anos de ministério pastoral, desde a formatura no então SIBIN, Seminário e Instituto Bíblico Nazareno. Somos a sétima turma, eu, Rev. Luciano Duarte Silva e Rev. Lúcio Ariovaldo dos Santos. Em nossa denominação, entendemos que a escola teológica, hoje STNB, Seminário Teológico Nazareno do Brasil, com extensões em todos os Distritos da igreja no Brasil, forma em Teologia, tendo curso de Mestrado e Doutorado em parceria. Nosso antigo slogan era “Deus chama, o SIBIN prepara”. O que leva alguém a se dedicar ao ministério pastoral é o chamado e a vocação. Jesus disse: “A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos” (Mateus 9:37) “porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos” (Mateus 22:14), são alguns textos que nos levam a entender que, sem o chamado e a vocação, não se consegue exercer um ministério longo, profícuo, comprometido com a causa do evangelho. O ministério pastoral é, sem dúvida nenhuma, um privilégio, dado pelo Senhor, mas exige compromisso, dependência do Espírito Santo, entendimento de que a mensagem não é nossa, mas do Pai Celestial. Junto a isso, é preciso ter a responsabilidade de entender que o mundo espiritual, além de sério, é fundamental ter o respeito, que o ser humano tem alma, espírito que são eternos, e não se pode agir com desprezo para essa realidade. “De que adianta uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Que daria uma pessoa em troca de sua alma?” (Marcos 8:36.37), essas palavras de Jesus, nos orientam para entendermos que ser pregador do Evangelho e aceitar o chamado e descobrir a vocação, em ser arautos de uma mensagem. Também é uma caminhada com um desafio difícil, exigente em ter resiliência, e uma disciplina espiritual para vencer as lutas, batalhas, tentações. O estudo diário das Sagradas Escrituras, o tempo de meditação, Jejum e oração, a procura do conhecimento sociológico e dos caminhos de uma sociedade líquida, tecnológica, hedonista, egocêntrica, individualista, materialista, são fundamentais na construção de uma vida ministerial cristã. Nós três somos de uma geração em que a igreja cristã evangélica era bem diferente da atual. Não havia tantos recursos materiais, mas tinha um desejo de pregar o evangelho da Cruz. O caráter era forjado, seja em casa, na escola, no trabalho, na igreja. A conversão não era questão de modismo, de alcançar popularidade, ou alcançar bens materiais, e sim entender e decidir, entre a eternidade no céu ou no inferno. Sem dúvida, a igreja cresceu, atingiu proporção grandiosa, mas o espírito de abnegação daquela igreja deve estar em nós, nas novas gerações, hoje e sempre. Nosso papel é pregar, testemunhar, evangelizar, o resultado é com o Senhor. Sem Ele nada podemos fazer. O Espírito Santo é quem convence do Juízo, do pecado e da Justiça. João 16.7-11. Estudar Teologia é bom para todos, ser missionário, evangelista, mestre, pastor é para quem é chamado. Ele capacita os incapacitados e traz à luz a vocação de ir para os campos maduros para colher as almas para o Reino Celestial. Ore e ouça o chamado do Eterno, para servi-Lo no altar.

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