| Palavra Pastoral Junho de 2008 - Figueira Edição 110 | |||
Estamos no período de comemoração do cinqüentenário da Igreja do
Nazareno no Brasil, que culminará em uma celebração em outubro, em
Campinas/SP, no Estádio Moisés Lucarelli. Este tempo é chamado de
Jubileu de Ouro, o Ano da Colheita.
Ao olharmos nossa história temos visto crescimento e maturidade ao longo
destes anos todos.
Haverá uma diferença entre crescimento e maturidade? Certamente que sim,
embora pareçam ser a mesma coisa.
O crescimento é inerente a qualquer situação normal. No reino
animal ou vegetal o crescimento é algo natural, a não ser que exista uma
anomalia. No ser humano, o desejo ou esperança é que, além de crescer
fisicamente, ele tenha maturidade.
Temos vivido um período, como igreja, em que estamos
crescendo. Vemos novos membros, novas congregações, novas igrejas, novos
distritos, novos pastores e também novas oportunidades. Acompanhando
este crescimento é que temos que focar na maturidade.
O apóstolo Paulo fala em I Coríntios 13: 11 “Quando era
menino, sentia como menino falava como menino, pensava como menino;
quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.”
A obra de Deus pode crescer sem maturidade. Na verdade não é
crescimento, é inchaço. Sem perder a fé genuína da simplicidade, dos
pequenos começos, sem perder a motivação do “primeiro amor” quando
mergulhamos na obra de Deus, precisamos como lavrador seguir a rota do
tempo, semear, esperar e colher. Isto demonstra paciência, que é uma
qualidade do fruto do Espírito. É interessante pensarmos que é Ele que
abençoa e dirige. Disse Jesus “sem mim nada podeis fazer”.
A maturidade revela dependência, submissão, humildade,
obediência, amor, tolerância, compaixão, servir, crer, esperar,
capacitar, apoiar, animar, confiar, alegrar-se nas vitórias, chorar nas
tristezas, solidariedade e muito mais.
Outra palavra a respeito de Jesus nos desafia: “E
crescia Jesus, em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos
homens.” Lucas 2.52.
Em Atos 16:5 encontra-mos: “Assim, as
igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em numero".
Que possamos continuar crescendo fortalecidos na fé.
Em 2 Pedro 3.18 lemos: “antes, crescei na graça e no
conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja dada a
glória tanto agora como no dia eterno”. Um crescimento em maturidade
firmado no Senhor Jesus.
É bom crescer! É bom adquirir maturidade! É bom saber que Ele
dirige e orienta nossos passos!
Ainda ouvimos de Paulo em I Coríntios 3:6-9: "Eu plantei, Apolo
regou; mas o crescimento veio de Deus", de modo que nem o que
planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.
Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu
galardão, segundo o seu próprio trabalho. Porque de Deus somos
cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós. Segundo a
graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente
construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica.
Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o
qual é Jesus Cristo.”
É nesta direção que estamos escrevendo a história, e seremos
vitoriosos nessa trajetória!
Reverendo Anips Spina
Pastor Titular da
Igreja do Nazareno de Valinhos



