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   Observei com admiração as pausas que Silvia fazia a fim de se recompor e certificar-se de que permanecia focalizando os fatos, sem ceder à tentação de fazer comentá-rios negativos que pudessem criar hostilidade ao colaborador. Ao falar diante da Comissão, Silvia obviamente desejava permanecer cortês e não vingativamente elevar sua credibilidade aos nossos olhos. Seu comportamento fez que aumen-tasse nosso desejo de fazer o que fosse possível para corrigir o proble-ma e satisfazer Silvia.
   Situações como essa são comuns no ambiente de trabalho. Algumas vezes reclamações sobre outra pessoa são feitas por motivos egoístas. Muitas vezes, porém, simplesmente temos uma perspecti-va diferente sobre como um projeto deve ser desenvolvido ou como metas devem ser atingida
   É extremamente tentador reagir pela emoção, transmitindo frustração e raiva. Em muitos casos, contudo, declarações inflamadas se mostram improdutivas, levando as pessoas a adotarem uma postura defensiva, enfatizando emoções e não fatos.  
   Seria prudente prestar aten-ção ao que a Bíblia ensina sobre a forma de abordagem de situações como essa. Provérbios 21.23 ensina: O que guarda a boca e a língua guarda das angústias a sua alma.
U ma mulher, a quem chamarei de Silvia, aproximou-se de mim certo dia solicitando uma reunião com a Comissão a que eu pertencia. Desejava expressar suas preocupações acerca da maneira como certo empregado estava lidando com um projeto de particular interesse para ela. Depois de revisar o resumo das preocupações de Silvia antes da reunião, fiquei inquieto diante da perspectiva de ocorrência de um confronto emocional. Mas eu estava errado.
   As reclamações que Silvia apresentou à Comissão foram comu-nicadas com extrema civilidade e discrição. Ao invés de dirigir uma acusação pessoal ao funcionário responsável, ela escolheu cuidadosa-mente as palavras e apresentou sua queixa de maneira racional e diplomática. Propositalmente ela se manteve atenta à questão mais abrangente e sua importância, em lugar de atacar a pessoa envolvida.
 
 
 
 
   Veja alguns outros princípios que valem a pena considerar:
   - Use palavras com econo-mia. Quanto mais você fala, maior o risco de dizer algo que o fará arrepen-der-se. Seja cauteloso com o que fala e a forma como fala. Quando são muitas as palavras, o pecado está presente, mas quem controla a língua é sensato (Provérbios 10.19).
   - Use palavras para curar, não para ferir. O que falamos pode cortar com a precisão cirúrgica de um bisturi. Nossa intenção não deveria ser ferir, e sim produzir ações corretivas e, se necessário, curar relacionamentos. Há pala-vras que ferem como espada, mas a língua dos sábios traz a cura (Pro-vérbios 12.18).
   - Use palavras com discer-nimento. Para realizar nosso propósito é melhor expressarmos nossos pensamentos da maneira mais apropriada para atingir a audiência que visamos. “O seu falar seja sempre agradável e tem-perado com sal, para que saibam como responder a cada um” (Co-lossenses 4.6).
   Da próxima vez que estiver prestes a reclamar ou criticar, faça uso de cortesia e de tato, não impor-tando quais sejam seus sentimentos sobre a questão. Os resultados certa-mente serão mais agradáveis.