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É bem certo que Davi escre-vera este trecho como sendo o ideal, porque a verdade que vivemos está muito aquém desta declaração.
Perceba isto caro leitor, boa parte do que existe em nós ou quase nada pode de fato bendizer ou louvar a Deus. Se estiverdes em dúvida refli-ta sobre estas próximas linhas.
Nas últimas vinte e quatro ho-ras quantas declarações falsas - ou no bom português - mentiras - você falou?
Nos últimos dias quantas ve-zes fizestes julgamento a outrem sem ao menos conhecê-los ou saber os seus nomes?
Quantos cheques sem fun-dos foram emitidos nestes últimos três meses?
Quantos atestados médicos foram solicitados para justificar a ausência no trabalho, mesmo saben-do que o intuito não era por uma prescrição médica e sim para obter um dia de folga?
Quantas informações inverí-dicas foram adicionadas ao seu currí-culo a fim de conseguir determinada vaga de emprego?
Pergunto-lhe: - Todas as in-formações a seu respeito inseridas nos sites de relacionamentos na internet são verdadeiras?
Neste último ano quantas vezes burlastes as filas de banco, supermercado, pontos de ônibus, com o objetivo de se dar bem ante aos demais?
Quantas vezes neste último mês utilizastes as vagas de estacio-namento direcionadas aos idosos, deficientes físicos, com a seguinte desculpa: “é rapidinho, já vou sair”?
Quantas vezes neste semes-tre dissestes com a voz quase em murmúrio àquele que atendera ao telefone: “Diga que não estou”?
Leitor, olhando este quadro descrito, podes concluir que nem tudo ou quase nada que existe em nós pode  louvar  ou  bendizer o Santo no-
Em um devocional junto com o grupo de louvor dos jovens, medita-mos sobre os Salmos 103:1 que diz: Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.
Percebemos que na primeira parte do Salmo que é: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor,...” – é um dos momentos fáceis de declarar, tratan-do-se de um trecho de um lindo poe-ma.
Um momento de agradeci-mento, de exaltação a Deus, atribuin-do a Ele as vitórias conquistadas.
A glória que a Ele pertence sendo expressa em cântico de gratidão, o reconhecimento do homem de que Deus verdadeiramen-te é soberano e Senhor sobre todas as coisas e acontecimentos, a cons-cientização de nossa pequenez dian-te de Sua majestade e poder, o coroa-mento ao verdadeiro sol da justiça declarado em verso.
Poderíamos ficar naquele momento em devaneios tentando sa-ber o que se passara com Davi no momento daquela expressão de amor e gratidão a Deus.
Porém, o que se segue no mesmo verso é um disparate em rela-ção a declaração anterior: “...e tudo o que há mim bendiga o seu santo nome”.
me do Senhor.
   Falta muito para sermos ver-dadeiramente adoradores e nos en-caixar na condição daqueles que estão sendo procurados por Deus para adorá-lo. (João 4:23)
   Mesmo com todos estes defeitos que temos, podemos dizer que os versos dezessete e dezoito deste mesmo Salmo são como refri-gérios para nossa alma, pois eles dizem assim:  Mas a misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos, para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem.
   Ao nosso Deus honra, glória e majestade para todo sempre, amém.
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