N a tarde de 25 de julho de 2003, após um exame de sangue de rotina, do trabalho, fui surpreendido com o aviso para consultar-me urgente com uma hematologista de mi-nha cidade. Me dirigi à ela, que me pediu vários outros exames, inclusive uma biópsia de medula óssea. O prognóstico médico aconteceu em 5 de agosto da-quele ano - estava com LMC - Leucemia Mielóide Crônica.
   Foi um tempo de obscu-ridade para mim saber que me encontrava em estado neoplási-co, com “câncer no sangue”.
   Humanamente as coi-sas todas que construi parece-ram desabar na minha vida. Via meu horizonte acabar à beira de um precipício. Imaginava ter alguns meses apenas de vida. Sou cristão desde a minha in-fância praticamente; sempre ouvi e preguei que acima dessa esfera terrena há um Deus, que se doou por nós, no sacrifício de Jesus Cristo naquela cruz e que Ele é o Médico dos médicos.
   Comecei a tomar fortes  medicamentos, verdadeiros qui-mioterápicos orais prescritos pela hematologista. Comecei a sentir também que a mão poderosa do Criador estava me amparando, fazendo nascer a esperança de vida à minha vida. As orações do povo de Deus eu podia sentir o seu efeito comigo. A maravilhosa graça d’Ele se manifestou ao ponto de eu ser submetido a transplante de medula óssea no Hospital da Unicamp-Campinas, cuja célula tronco foi doada pelo meu irmão mais velho, residente numa cidade há 90 km de Valinhos. A operação aconteceu em janeiro de 2005. Após um longo período de recuperação, sob efeito de medicamentos for-tíssimos devido a baixa imunida-de do organismo, me encontro curado! Já de volta ao trabalho na empresa onde estou há mais de 29 anos. Reconheço o empenho de todos os nazarenos e irmãos de todas as denominações, que, sabendo do meu estado de saúde intercederam incessantemente por mim.
   Admiro muito o meu líder espiritual, Rev. Anips Spina e à amada Igreja do Nazareno de Valinhos. Ambos me apresenta-ram a Deus, que me fez vencedor sobre a leucemia. Pela, fé estou curado!
   Durante esse tempo, que considero uma freada na minha vida, onde estive interna-do,” enclausurado”  por  28  dias e
mais o tempo pós transplante aprendi algumas lições, as quais quero resumí-las a seguir:
   1. Devemos depositar toda a nossa confiança e depen-dência em Deus Pai, em Cristo Seu Glorioso Filho e no Espírito Santo.
   2. No período da adver-sidade a família e a igreja são  essenciais, um respaldo eficiente!
   3. Podemos contar com os verdadeiros amigos, aqueles dos almoços, aqueles juntos até nos momentos de choro.
   4. Quando cantamos  que o cristão “vive pela fé”, não é apenas uma expressão, mas um estilo de vida.
   5. Conforme o salmo que lemos tanto (30:5b): “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer”.
   6. Enfrentar uma crise implica: a) total crença e submissão a Deus; b) resistên-cias às ventanias e nebulosida-des; c) preocupação quase que exclusiva com o dia de hoje.
   7. Todo cristão está sujeito à lutas contra o maligno até o último momento da vida.
   8. Nossa luta também é contra o pecado e de apropriar-mos das preciosas e mui grandes promessas de Deus, conforme II Pedro 1:1-10.
   Sempre que cumprimen-to alguém, especialmente os da fé, pergunto se está firme nas promessas, pois afinal, temos o hábito da leitura diária da Palavra de Deus e como tal devemos saber “de cor” algumas dessas.
   Guardemos firme a con-fissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez promessa é fiel. Hebreus 10:23
   ... porque sem mim, na-da podeis fazer. João 15:5c
   Sabemos que Deus não atende pecadores; mas, pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a sua vontade, a este atende. João 9:31