A igreja não conta e celebra apenas a história das obras de Deus, mas ordena e executa a história amando o que não é amado e moldando nele o Espírito de Cristo. Uma característica indispensável da igreja é compartilhar a vida comum em Cristo (2:42, 46).
O Espírito dá tanto o dom de ser como o de fazer, permanecendo unida, a igreja não só tem, mas é um sistema de apoio. Nela são compartilhadas as alegrias e suportadas as cargas. Existe uma vida de repartir e cui-dar, em que o povo de Deus habita na unidade jubilosa do Espírito.
Mas este evangelho ou história das obras de Deus, que é contado, celebrado, moldado e compartilha-do, tem a ver com a missão divina. O Espírito Santo ali-menta a igreja com essas características para que ela possa missionar. O alcance interior é realizado pela ex-pansão exterior. As características são perpetuadas à medida que são repartidas por outros.
O Espírito Santo chama a igreja ao evangelismo e abre os seus olhos para ver as necessidades do mundo; e vendo-as, para servir. O Espírito Santo usa vários meios para libertá-la do poder do pecado, da pena e da dor, quando o mundo aceita como inevitáveis e inalteráveis.
Através da igreja, o Espirito Santo apela ao arre-pendimento e enfrenta indivíduos e estruturas sociais ou das trevas, apontando-lhes a Luz.
Os críticos observam frequentemente que “a igreja está nas últimas”. O Dr. Samuel Young acrescentou que a igreja está sempre nas últimas, pois cada geração, presente e futura, deve responder às exigências do evan-gelho e do discipulado.
Assim, a questão importante não é quais serão os efeitos de certos eventos escandalosos dentro do Cristianismo; mas antes, estamos nós a ser verdadeiros com a natureza da igreja e a levar a cabo a sua missão?
Que o Senhor capacite a Igreja do Nazareno, como parte do Corpo de Cristo, a estar sempre atenta ao Seu Espírito!
- John Knight -
Foi Superintendente Geral da Igreja do Nazareno. Faleceu em fevereiro de 2009. (Fonte: O Arauto da Santidade - Jun1989)
A
contecimentos entristecedores ocorridos recen-temente no seio da Cristandade chamaram a minha atenção, levando-me a considerar a natureza e missão da Igreja. Uma vez que ela é o “Corpo de Cristo”, deve caracterizá-la o caráter divino-humano de Cristo. Por isso, a igreja como instituição tem dupla natureza. É um “vaso de barro” sujeito às fraquezas dos seus membros e à pressão de forças sociológicas.
Todavia, encerra um tesouro. Cristo está presen-te no Seu Corpo e o Seu Espírito é Quem lhe dá vida.
Podemos notar algumas características da igre-ja no relato da efusão do Espírito Santo no Pentecostes (Atos 2). Uma delas é a pregação do evangelho (2:22). A narração das obras de Deus torna-se efetiva pela presen-ça do Espírito Santo, que usa a proclamação para edificar a igreja.
Outra característica da igreja é a adoração (2:41-42, 4-6-47). Oração, louvor, batismo e o partir do pão na comunhão são atos essenciais na adoração do podo de Deus. Existem elementos importantes na vida litúrgica da igreja - adoração, louvor em comum (preces, intercessão, confissão, ação de graças e consagração) e cantos de adoração e testemunho. Quando esses têm o poder do Espírito Santo, o Deus Vivo é exaltado.
Outra característica da igreja é o serviço aos necessitados (2:44-45). Na Igreja Primitiva isto tomou a forma de cuidar de viúvas, órfãos, presos, escravos e pobres. O serviço prestado muda de acordo com as ne-cessidades e o tempo. Mas o fato de servir continua a ser uma marca da igreja autêntica em cada novo ambiente.