E
ste artigo foi escrito para destacar a honra e a dignidade de ser cristão, de ser nazareno, frente aos desa-fios de ser um discípulo semelhante a Cris-to, no mundo contemporâneo.
Na cidade de Antioquia (capital da província romana da Síria, terceira cidade do império depois de Roma e Alexandria. BJ), a graça de Deus se fez visível. Em Antioquia, as pessoas transbordavam do amor de Deus sob intenso ministério de Barnabé e Saulo e ali os discípulos foram chamados de “cristãos” pela primeira vez (Atos 11.26). O título “Cristo” (Ungido) foi apropriado pela lógica cultural da cidade (que tinha fama de apelidar a tudo e a todos) como um nome próprio e aplicou aos discípulos. Os habitantes de Antioquia não tinham alternativa... a única opção foi comparar aqueles discípulos com a pes-soa Jesus de Nazaré, indicando que ser cristão é ser incrivelmente semelhante a Jesus!
Por sua vez, o nome “Nazareno” (Mateus 2.23), aplicado primeiramente a Jesus, deu origem ao termo “nazareno” designativo dos discípulos de Jesus no mundo semítico, enquanto no mundo gre-co-romano prevaleceu o nome “cristãos”.
Este conhecimento bíblico nos inspira a apresentar um nazareno como: um membro da comunhão da igreja de Cristo cuja identidade se define, peculiarmente, pelo espírito de unidade como refletida no caráter de Deus, no ensino de Jesus e na experiência histórica da união de pequenos grupos de santida-de, dando origem à Igreja do Nazareno no início do século XX. Ser nazareno significa amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a si mesmo. Sua vida, sua liturgia, suas relações espirituais e sociais encontram sentido na santidade, na missão de fazer discípulos semelhantes a Cristo em todas as nações e na compaixão como modo de ser.
Sendo que a formação da identi-dade é um processo dinâmico, no sentido de ser uma construção permanente, o maior desafio da Igreja do Nazareno está precisamente na mudança – não deixar de ser o que os pais fundadores legaram como vocação – uma igreja de santidade e missionária. Cantamos “Santidade Mais e Mais”, mas devemos cantar, também, “Um Novo Cântico”. Santidade, Missões e Compaixão são fundamentos e parte da reflexão que devia ocupar a todos os nazarenos, especialmente os mais jovens.
Vamos fazer a 'lição de casa' para continuarmos sendo santos e relevantes no meio desta geração corrupta. O sal não deve ser tornar insípido, nem a lâmpada ser escondida.
Que a gloriosa graça de Jesus seja visível de novo! Que o amor de Deus reine! Que a comunhão do Espírito Santo acenda a chama da missão e da compai-xão.
Eis-me aqui, Senhor, molda-me e usa-me!