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e há algo que não devemos perder de vista é a sublimidade da pessoa do Senhor Jesus Cristo. Imaginemos a subjetividade de nosso Senhor: Sua comunhão com o Pai, autoconsciência, reflexão, espontaneidade, capacidade de auto-determinação, entendimento, referência a valores. O espírito de Jesus é o que caracteriza nossa semelhança com Ele e torna singular a missão de fazer discípulos semelhantes a Cristo.
Qualquer atitude que tomeis, tende sempre presente o exemplo de Jesus Cristo, que, sempre tendo sido Deus por natureza, não se apegou às Suas prerrogativas de ser igual a Deus, abdicando de todos os privilégios para consentir em ser escravo por natureza e nascer como qualquer mortal. Uma vez feito homem, humilhou-se, levando uma vida de completa obediência até ao ponto de morrer, e dum gênero de morte que então se reservava apenas aos criminosos vulgares. É por isso que agora Deus O elevou tão alto, e Lhe deu um nome que excede todos os nomes, de sorte que ao nome de Jesus “todo o joelho vai dobrar”, nos céus, na terra e debaixo da terra. E é por esse mesmo motivo que, no fim, “toda língua confessará” que Jesus Cristo é o Senhor para a glória de Deus Pai. (Carta de Paulo aos Cristãos de Filipos, 2.5-11, trad. J.B. Phillips)
Queridos amigos, este é o espírito de Jesus. Identifiquemo-nos com ele.
A sociedade contemporânea ainda não foi tocada pela assombrosa e atraente pessoa do Senhor Jesus, ainda não se ouviu nem se proclamou a mensagem do Evangelho no poder do Espírito Santo; o mundo ainda está por ver e ouvir as maravilhas de Deus que tomam as ruas, as casas e as pessoas com um poderoso avivamento. Eu creio na manifestação da glória de Deus, e por isso oro diariamente: “Venha o Teu Reino”.
Amados irmãos, Deus não é estático! Ele faz coisas novas hoje. Seu amor sempre estará jorrando em direção à existência humana. Glória ao Seu Santo Nome! Ele gera novas criaturas em Cristo e com elas compartilha Sua natureza santa.
Aleluia!
O sonho da igreja por justiça e santidade é uma antítese de tudo que ofende a Deus e ao ser humano (Apocalipse 22.11). Sonho de grandeza humana e sonho de consumo são ilusões semeadas entre o povo de Deus. Não se comprometam com isso.
Verdadeiramente, o que falta à igreja hoje, como deixa explicito o teólogo C. René Padilla: (...) são pessoas cuja vida pessoal e comunitária estejam genuinamente orientadas para o reino de Deus e sua justiça. Pessoas que crêem que o propósito de Deus é unir todas as coisas sob a autoridade de Cristo e que definem o significado de sua própria existência à luz deste propósito. Pessoas cujas palavras e ações são coerentes com a confissão de fé no Messias crucificado. (PADILLA, René. O que é missão integral? Viçosa: Ultimato, 2009: p.53)
Este é o perfil do membro-missionário que desejamos ver na igreja de Cristo, particularmente, na Igreja do Nazareno – Distrito São Paulo. O Novo Testamento deixa evidente que a missão deve tomar conjuntamente e integrar três de aspectos fundamentais, isto é: o kerygma (proclamação) é inseparável tanto da diakonia (serviço) como da koinonia (comunhão).
Somos discípulos em missão no espírito de Jesus.