P
ara mim as respostas desta pergunta, que intitula este texto, sempre serão duas: A Deus e ao próximo
(Marcos 12:30-31). Mas o que observamos no mundo atual são servi-ços prestados a tudo, menos aos dois mencionados.
Desde a antiguidade, o homem com sua natureza pecami-nosa, procurou se desviar dos prin-cípios básicos determinados pelo próprio Deus. Lemos no livro Josué 24:15, 19 e 20 o povo tendo sua atenção chamada para voltar a ser-vir o verdadeiro Senhor.
Samuel, por sua vez, no pri-meiro livro, no Capítulo 7:3, exorta o povo de Israel a adorar e servir o verdadeiro Senhor, dizendo: Se é de todo o vosso coração que voltais ao SENHOR, tirai dentre vós os deuses estranhos e os astarotes, e preparai o coração ao SENHOR, e servi a ele só, e ele vos livrará das mãos dos filisteus.
O profeta Elias dirige sua palavra ao povo de Israel e aos profetas de Baal dizendo com vee-mência: Até quando coxeareis entre dois pensamentos.
Ezequiel em seu livro, diz ao povo: mais ou menos dias a adoração terá que voltar a ser feita a pessoa correta - ao Senhor”, o qual por oferta nenhuma deixará o seu Santo nome ser desonrado. (20:39)
O Apóstolo Paulo escreven-do aos Romanos no capítulo 6:16-22 faz um tratado sobre a quem servir, sendo direto ao mencionar sobre o grande mal que causamos a nós mesmos, quando o nosso servi-ço está direcionado para o pecado.
Aos Gálatas no Capítulo 1:10 este mesmo apóstolo deixa claro a quem deve ser direcionado o nosso serviço.
Aos gananciosos ele tam-bém faz recomendações a Timóteo em sua primeira carta no Capítulo 6:9-10 e 17, sobre o perigo das riquezas a quaisquer custos.
Já, Lucas, em seu evange-lho, no Capítulo 16:13, é explícito ao mencionar a fala de Jesus sobre a quem servir: A Deus ou as riquezas.
Sob o doce olhar de João, em sua primeira carta, no Capítulo 2:15-16, é relatado sobre a errada opção daqueles que querem adorar o mundo e o que nele existe.
Transcrevo-lo todos estes pontos bíblicos, prezado leitor, ape-nas para lhe mostrar que existe base e princípio sobre a quem devemos servir.
Agora lhe pergunto: O nosso serviço está sendo canaliza-do para a Pessoa certa?
Diante de tantas bobagens proclamadas na mídia, em especial nos programas de televisão em horário nobre, onde fazem promes-sas sobre milagres financeiros, barganhas com palavra de Deus, dormir pobre e acordar rico, todos os problemas financeiros resolvidos de uma hora pra outra, votos como parte do pagamento do acordo entre as partes, (neste caso entre Deus e nós), lembrando que a parte devedora sempre fica com Deus, determinando a ele e aos céus o que deve ou não ser feito, com o dedo em riste, dizendo em alta voz EU NÃO ACEITO, EU NÃO QUERO, como se fosse uma crian-ça birrenta, pronta para levar uma boa correção, daquela que não se esquece facilmente, fico estarreci-do e ao mesmo tempo contente, pois, não estamos enxergando estas profanações sozinhos, porém outros grupos religiosos levantam uma bandeira para combater tais absurdos.
É louvável a ação da CONIC – Associação fraterna de Igrejas cristãs – que neste ano no período da quaresma traz como título o tema “Economia e Vida”, visando ensinar a forma correta da adoração e ao serviço.
Entre outros pontos que trazem em sua proposta de defesa quero destacar os seguintes:
Buscar a superação do consumismo, que faz com que o "ter" seja mais importante do que as pessoas.
Denunciar a perversidade de todo modelo econômico que vise em primeiro lugar o lucro, sem se importar com a desigualdade, misé-
ria, fome e morte.
Educar para a prática de uma economia de solidariedade, de cuidado com a criação e valoriza-ção da vida como bem mais precio-so.
Conclamar as Igrejas, as religiões e toda a sociedade para ações sociais e políticas que levem à implantação de um modelo eco-nômico de solidariedade e justiça para todos.
Uma das maiores ênfases está na denúncia sobre a “Cultura do Consumismo” onde impera o seguinte: Tudo se torna mercadoria – consumismo.
Ganância ilimitada
Pessoa: torna-se meio - perda de valor.
Religião: mercadoria – teologia da prosperidade.
Cultura do descartável .
Como demonstrei no início deste texto, este cancro da socieda-de não é novo. Vivemos apenas uma forma cíclica onde os mesmos pecados são cometidos dia após dia. Por isso, mais uma vez, digo que ações como esta é louvável; o verdadeiro papel da Igreja Cristã e genuinamente de Cristo é denun-ciar o pecado que mata e leva o homem à perdição eterna, mostran-do sempre que existe uma saída, saída esta, que fora dita de uma forma maravilhosa por Josué: EU E MINHA CASA SERVIREMOS A SENHOR . (Josué 24:15b)