V
ivemos num tempo de mudanças: políticas, econômicas e sociais. Há mudanças benéficas. Minha mãe costumava dizer que “quem muda de pátria muda de gênio”. Não sei de onde lhe veio a frase, mas a verdade é que vi muitos patrícios voltarem à sua terra, após anos de ausência, com ares de cavalheiro, sendo antes homens rudes e pouca edu-cação. O clima ajuda. Mudar a disposição de alguns móveis numa casa, quebrando a monotonia de anos, tem melhorado o ambiente do lar. Médicos confessam que, após longos anos de serviço num bairro da cidade, acabaram por ficar “saturados com as pessoas que amavam”, e um a mudança ajudou-os.
Contudo, a Bíblia recomenda que não mudemos certas coisas.
O Dia do Senhor, por exemplo, transformado em dia de jogos, corrida de pedestres, motos ou de carros, está a prejudicar a sociedade, o país e a família. A publicidade que se faz para atrair pais e filhos às corridas e diversões dominguei-ras é grande; mas tais promotores são cegos, como diria o profeta Isaías, e não entendem o mal que fazem. De certa maneira, colaboram no fabrico de uma geração sem Deus - crianças que passam o domingo em praças e jardins.
Tendo sido chamado para atender uma família enlutada, fui até ao hospital com minha mulher. Eram duas horas da manhã. Na rua próxima, passamos por um grupo de adolescentes sentados no chão a conversar. Em outra, ocasião, íamos a uma rua, de uma visita ao lar, quando vimos um grupo de jovens de ambos os sexos; era noite e eu senti receio de me aproximar para lhes falar. Tinha medo de falar a futuros prefeitos, advogados e pais!
Nossos filhos vão ter de viver, amanhã, num mundo problemático.
Como seria tão bom e promissor se pudéssemos ver pais e filhos a cami-nhar para a igreja com suas Bíblias e hinários, decentemente vestidos para a adoração!
E que, no domingo de manhã, as praças e jardins ficassem somente para os pássaros! Que as árvores e os pardais pudessem falar e dizer: “ Aqueles que andavam correndo e pulando foram ado-rar a Deus com seus pais, à tarde virão mais felizes e em mais harmonia com o Senhor!”
Certo homem disse-me há tem-pos: “Eu via passar junto a minha casa, todos os domingos, aquela senhora e o filho, com suas Bíblias a caminho da igreja. Era tão inspirador que desejei conhecer a igreja deles.” Pois bem, aquele menino de ontem é hoje uma coluna na sua igreja e funcionário de confiança numa fábrica de automóveis.
Estamos a mudar para pior em muitas coisas: o progresso veio e os rios começaram a morrer; inventaram-se anticoncepcionais para regular a família; e a prostituição aumentou assustadoramen-te; o povo pede mais liberdade e nenhum governo parece mais estável e apto para regular as coisas.
Mudanças!
Há uma só que solucionaria o pro-blema do mundo – ser nova criatura em Jesus Cristo. Mas esta depende de se ouvir a Palavra de Deus e, infelizmente, são poucos os obreiros, há muitas distra-ções e também forças que opõem ao evangelho. O hino diz: “Que mudança admirável na vida provei, pois Cristo minha alma salvou”. ( L. e A., 354). Esta é a mudança prioritária que transformará o mundo para melhor. “