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E ste ano de 2010 é um ano atípico em relação aos demais devido aos gran-des eventos que ocorrerão, a saber: Copa do mundo e eleições estaduais e fede-rais, aqui no Brasil.
   Já estamos em fevereiro e para mui-tos o ano ainda não começou. Aliás, alguns ainda estão cantando a música de Jorge Benjor - “País Tropical”. Observe e relembre que mal acabaram as comemorações de final do ano de 2009 e a mídia já investia toda sua criatividade no evento carnaval. As coisas estão tão aceleradas e confusas que daqui a pouco as “renas do Papai Noel” virão vestidas com “plumas e paetês”. Como se não bastas-se na quarta-feira de cinzas alguns já estarão distribuindo os famosos “ovos de páscoa”.
   Que correria!
   Mas pergunto, correria atrás do quê?
   Iniciamos o ano com o calendário na mão com um único propósito - verificar a quantidade de feriados, principalmente àque-les que são prolongados. Mas isso é quase uma cultura do brasileiro, contar nos dedos os dias de descanso.
   Não é pra menos. Deixamos a pouco de ser um país subdesenvolvido para o status de país em desenvolvimento, e isto natural-mente exige de todos, esforço e preparo melhor em todas as áreas.
   Vislumbramos à frente uma década de muito crescimento sendo nós o país anfitrião da Copa de futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Os olhos do mundo se voltam para nós também quando tratam do assunto sobre reservas naturais e água potá-vel. Somos ainda privilegiados em morar em um país cuja temperatura pode agradar a “gregos e troianos”. Das mais baixas tempe-raturas das regiões montanhosas ou nas elevadíssimas temperaturas na enorme cos-ta litorânea de mais de oito mil quilômetros.
   É uma grande oportunidade para aqueles que querem crescer profissional-mente ou se especializarem na sua formação com cursos superiores.
   Porém não nos esqueçamos dos maus exemplos fornecidos recentemente pe-los Estados Unidos da América onde a grande bolha imobiliária e contábil arrastou países com suas respectivas bolsas de valores a grandes prejuízos, tendo reflexo no fecha-mento de empresas e demissão em massa de funcionários, e todos ainda teremos como he-rança uma conta que se arrastará por vários anos até ser paga.
   No Brasil a questão imobiliária ainda não é um risco, porém temos outro problema que é a compra do veículo novo. Este arras-tão feito pelo império financeiro tem levado milhares de pessoas a entrar neste negócio, que na verdade não é a compra do veículo novo e sim a aquisição de um financiamento junto ao grande credor de muitos de nós: os Bancos. Que Deus tenha misericórdia e que todos consigam pagar as prestações antes dos veículos começarem a apodrecer!
   Vivemos também numa grande contradição. Ao mesmo tempo em que clama-mos por uma mobilização e atitude dos gover-nos mundiais na questão ambiental com jar-gão estampado em todos os continentes – SALVE O PLANETA – comemoramos por outro lado a conquista de sermos um país auto-sustentável em petróleo, tendo ainda a possibilidade de explorarmos, por várias dé-cadas, o precioso líquido da camada chama-da “Pré-Sal”.
   Pergunto mais uma vez: Como salvar poluindo cada vez mais?
   Daqui a pouco teremos dentro das grades de programações dos rádios e TV mais um daqueles programas que deveriam ser exibidos com a seguinte legenda “Proibi-do para menores de 120 anos”, que são os programas eleitorais, fazendo com que os panetones sejam distribuídos fora de sua data normal, neste caso em outubro.
   Bom, diante do quadro que descrevi, você leitor já deve estar estafado e cansado. Porém esta é a nossa realidade. Como supe-rarmos tudo isso?
   Podemos começar a propagar as boas notícias. É bem certo que elas não dão Ibope, porém não custa tentarmos.
   Diga a quem possa ouvir que, antes você era um alcoólatra e que agora esta livre deste mal. Ou que era um fumante, um adúl-tero, um mentiroso, um estelionatário, um en-ganador, um mau marido (esposa) e um mau pai (mãe), mas que agora tudo mudou, pois como eu, você também descobriu que lan-çando sobre Ele todas as nossas ansiedades, a única certeza que temos é que Ele, o nosso Deus, cuidará de nós. (1ª Pedro 5:7)