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Bíblia conta que Eli era sacerdote do templo de Siló (no Século 11 A.C.) assim como seus dois filhos Hofni e Finéias; estes, porém não procediam com retidão, prevaricavam diante de Deus, roubavam das ofertas que eram trazidas ao Senhor, dando mal testemunho para todos; embora advertidos e orientados a não pecar, toda-via não ouviam a voz de seu pai. Em função disto, acon-teceram fatos interessantes, a saber:
Eli cuidava do Tem-plo e da Arca da Aliança. Veio um homem enviado por Deus a Eli e o comunicou que Deus iria tirar a benção sobre eles de modo que honraria quem Lhe descem honra e os que O desprezassem seriam des-prezados (I Samuel 2:30-34); e que seus filhos seriam mor-tos no mesmo dia e o serviço sacerdotal seria tirado de sua família.
Foi ali, no Santuário de Siló, que Ana, esposa do levita Elkaná, ia orar por um filho. Ela tinha sido estéril por muitos anos. Prometeu que, se Deus a abençoasse com um filho, o consagraria ao serviço de Deus por toda a vida.
Quando Ana conce-beu um filho, deu-lhe o nome de Samuel. Sendo o menino desmamado, sua mãe o en-tregou a Eli para que servisse a Deus no Templo, e assim, ele foi crescendo em estatu-ra, graça e sabedoria. Deus se agradava dele.
Um dia, Samuel es-cutou uma voz o chamando, e ele foi ver o que Eli queria, pensando que fosse a sua voz, mas era Deus querendo falar com ele. Por três vezes isso ocorreu até que Eli en-tendeu o que estava aconte-cendo. Orientou a Samuel que, quando ouvisse nova-mente a voz, era para dizer: “Fala, Senhor, porque teu servo ouve”.
Deus revelou a ele que iria cumprir contra Eli, do princípio ao fim (I Samuel 3:12) por causa da iniquidade que ele bem sabia - seus filhos blasfemavam contra Deus sem serem repreendi-dos quando isso deveria; por-tanto não seria perdoado.
Quando os filisteus e os israelitas se combatiam entre si, Deus permitiu que Israel fosse ferido e ocorreu uma grande mortandade entre o povo de Deus; O povo de Israel, por estar perdendo a peleja, achou que deveria buscar a Arca de Deus e os filhos de Eli, pois assim rever-teria o resultado.
Enfim foi buscá-los.
Quando a Arca e os filhos de Eli chegaram, gran-de foi à recepção e o barulho que se fez para que ame-drontasse aos filisteus (inimigos), pois estes temiam a Arca.
Porém, aconteceu o inesperado: os filisteus ven-ceram a peleja, mataram aos
filhos de Eli, mais de trinta mil homens de Israel e ainda tomaram a Arca de Deus.
(I Samuel 4:11).
Um homem, que conseguiu fugir da batalha, voltou a Siló e encontrou Eli sentado ao meio do caminho, angustiado, esperando notí-cias da peleja, pois se preo-cupava com a Arca. Eli foi informado que o povo de Israel tinha sido morto, a Arca tomada e seus filhos mortos pelos filisteus. Ouvindo isto, grande foi o susto e desespe-ro que Eli, já velho e cego, caiu para trás da cadeira a qual estava sentado, que-brando o pescoço morrendo na hora.
E assim se cumpriu a palavra de Deus revelada a Samuel.
Eli julgou Israel por quarenta anos e assim en-cerrou suas atividade junto ao povo de Israel.
Várias lições pode-mos tirar deste texto, entre elas destaco:
· Que se Deus quiser falar, Ele vai falar, porque pode todas as coisas. Devemos estar atentos e saber quando é a voz de Deus que está falando, ouvir e cumprir Sua ordem ou o Seu pedido.
· Que saibamos en-tender as mensagens que são enviadas por Ele.
· Que a salvação é individual.
· Temos de ter em mente que a responsabilida-de de tornar a salvação co-nhecida aos filhos não é de Deus. Ele a deu aos pais, conforme escrito em Efésios 6.4: Vós pais, não provoqueis os vossos filhos à ira, mas
criai-os na disciplina e admoes-
-tação do Senhor.
· Se você esti-ver em pecado e não pedir perdão ao Se-nhor, fizer reverter seus caminhos, não adianta ir para a guerra (nosso dia a dia), nada dará certo; daí a impor-tância de estarmos com Deus a todo o momento. Em Eze-quiel 18:4 está escrito: Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá. Ainda em Eze-quiel 18:20 lemos: A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impieda-de do ímpio cairá sobre ele. Logo os pais e os filhos devem ter uma boa relação, onde a orientação, o ver caminhar honesta-mente diante dos homens e diante de Deus, o exemplo certo, seja de ajuda a uma aceitação, a seu tem-po, de Jesus como Se-nhor e Salvador.
Eu espero em Jesus, que ao Seu tempo, ocorra o cha-mado para todos os pais e filhos que não se encontram nos cami-nhos do Senhor.
Deus seja louvado!