Ano Novo de 2010!
Para muitos uma incógnita, mas para nós um desafio.
Para muitos uma interrogação, mas para nós uma certeza.
Para tantos apenas uma data do calendário, mas para  nós um tempo de Deus para uma nova visão.
Tempo de Deus para uma nova visão.
Tempo de Deus para uma fé renovada.
Tempo de Deus para uma nova chamada de consciência em defesa dos elevados e nobres valores da vida.
Tempo trabalhoso, mas tempo durante o qual a Sua graça não faltará.
Tempo de profundas carências, mas tempo de Sua abun-dante misericórdia.
Tempo para orar mais, jejuar mais, e crescer mais. Antes de tudo, importa conhecer bem que não será fácil a caminha-da de fé pelo trilho da honra e do dever.
 
1 - Importa conhecer que no trilho do dever nem sem-pre haverá sol, flores ou perfume
 
Todavia, inalterável e permanentemente, estará Jesus.  Com o Mestre resistiremos todas as ameaças, enfrenta-remos toda violência, destruiremos todos os pensamentos negativos e avançaremos para o Alvo, sem medo ou temor.
Foi Indira Gandhi que afirmou, antes de ser traiçoeira-mente e barbaramente baleada por alguém de sua confian-ça, “não tenho medo de morrer a serviço da nação, pois cada gota de meu sangue contribuirá para o crescimento da India”.
Os descontentes reclamarão, em defesa de seus templos doutorados, o nosso próprio sangue. Agressivamente exi-girão o nosso sangue. Agressivamente quererão disparar os seus canhões de destruição movimentados pelo ódio e pelo ciume.
Sangue! Sangue! Sangue! Gritaram os inimigos de Estevão. Este discípulo teve a oportunidade de ver os céus abertos, a despeito das cruéis pedradas. E ganhou a alma do “religioso” Paulo.
Somos insignificantes criaturas e quão insignificante o nosso sangue, mas a Bíblia diz: “Ainda não resististes  até ao sangue, combatendo contra o pecado” (Hebreus 12:4).
Encaremos  todas as situações com coragem e firmeza certos de que o Mestre estará conosco. Não importa o abandono de alguns. O que importa  é a plena certeza de que Aquele que nos atraiu jamais nos abandonará.
Que haja uma gota do nosso sangue - simbolicamente, é claro, pois não é o sangue do nosso corpo que fertiliza, mas “sangue” da lama que abençoa, capaz de modificar  e ganhar algum outro Saulo.
 
2. Importa conhecer que nos trilhos do dever e do amor à Causa ultrapassa interesses pessoais.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Só o verdadeiro amor à Causa consegue vencer as fortes tentações a uma caminhada menos árdua e menos afron-tosa.
Que o Senhor tenha, prioritariamente, todas as decisões de nossas vidas. Iludido, Ló escolheu as campinas  verde-jantes do Jordão porque, materialmente, eram mais fasci-nantes. Abraão, sem reclamar, aceitou os carvalhais de Manre. A Bíblia diz: “Não atentando nós nas coisas que se veem; porque as que se veem são temporais, e a que se não veem são eternas” (II Coríntios 4:18). O Seu e nosso reino não é deste mundo.
Certo político afirmou a um diplomata estrangeiro: “Lem-bro-me, Senhor Embaixador, que o meu país nunca teve amizades ou inimizades eternas; tem apenas interesses  permanentes”. Para nós importa mais fazer a Sua vontade que alimento para o físico.
 
3. Importa conhecer que no trilho do dever a caminha-da é longa , mas desafiante.
 
A travessia implica um encontro com vendavais e forças contrárias. Nem sempre brilhará o sol e as densas nuvens procurarão ameaçar.  Saberemos como nos deixar guiar por Ele, certos de que Aquele que nos guarda não dormirá nem tosquenejará. As horas mais escuras são as que antecedem o amanhecer. Só uma fé ousada  será capaz de alcançar a meta desejada. Só a coragem moral nos empurrará para além das fortes correntes do mal.
Amir Khan Kling, jovem brasileiro, foi o primeiro homem a cruzar o Atlântico Sul a remo. Navegou do extremo Sul da Namíbia, África, até a Bahia, Brasil, percorrendo uma distancia de 7.500 quilômetros em 101 dias. Foi acolhido no Brasil como um herói. Mas nós não desejamos ser herói  nem mártir; apenas vasos de bênçãos, frágeis e insigni-ficantes, mas fiéis, sinceros labutando incondicionalmente para bem da Causa do Mestre.
 
4. Deus sabe que somos; onde estamos; e conhece todas as bençãos e tribulações.
 
Somos forasteiros e peregrinos. Este mundo não é nosso lar. Peregrinando, ficamos sujeitos a todas as vicissitudes, provas e tentações.
A Bíblia afirma: “em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados” (II Coríntios 4:8). Ele estará sempre presente. Quer no vale apertado da angústia, que no deserto das provocações, quer na forna-lha das tribulações, com Deus somos e seremos sempre mais do que vitoriosos por Aquele que nos amou.
 
(O Arauto da Santidade - com adaptação somente para o ano)