E
m meado do ano de 2006, pude observar mais uma vez, uma experiência de fé inabalável em Deus.
Fui a São Paulo fazer uma visita para uma tia que estava internada no Hospital Pérola Byington, com câncer, em seu estágio avançado e terminal.
Ao vê-la sobre o leito, lembro-me dela dizer: “Estou aqui porque Deus sabe de todas as coisas. Sinto-me melhor e não vejo a hora de ter alta do hospital e ir para casa”.
O que ela talvez não soubesse é que aquela melhora ou bem estar era proporcionada pelas altas doses de morfina aplicadas diariamente.
Ao sair do quarto, ciente de que ela estava sendo preparada pelo Senhor, conversei com a enfermeira e tive a certeza de que o quadro clínico era irreversível. Dias depois minha tia Elza faleceu.
No retorno de São Paulo, dirigindo a Kombi da igreja, observei centenas e centenas pessoas que liam
um trecho bíblico que está estampado nas laterais do veículo: “Cristo em vós, a esperança de glória” – Colossences 1:27.
A pergunta mais óbvia que poderia pairar sobre esse quadro é: Como compreender um trecho bíblico com este conteúdo, após ter presenciado uma cena de morte?
A única coisa que nos conforta em uma hora dessas, está escrito em Filipenses 1:21 “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”.
Sem querer espiritua-lizar a situação, o fato é que a afirmação feita por ela “não vejo a hora de ir para casa”, era certa e notória. A nossa morada não é aqui. Somos apenas usuários e desfruta-dores de tudo o que o nosso Deus designou para nós.
Sou testemunha de que aquela serva de Deus tinha a certeza de sua salvação.
Quanto a você amigo leitor, como está sua vida com Deus?