










A
recomendação pastoral de Paulo ao jovem Timóteo: “Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo... que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina... Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério”. II Timóteo 4.1, 2,5
Esta passagem coloca em perspectiva a apreciação que a Igreja tem pelos evangelistas chamados por Deus que, ano após ano, procuram por todos os meios e em toda a parte enfrentar a sociedade com a proclamação do evangelho de Cristo. Nós honramos os nossos evangelistas. A cada ano eles têm dirigido mais de seis mil reavivamentos em toda a denominação. É um indício claro que avivamentos nas igrejas locais recebem grande prioridade na Igreja do Nazareno; e que temos grande necessidade de evangelistas ungidos pelo Espírito Santo.
A obra de evangelista é claramente exposta nesta definição de evangelismo dada pelo arcebispo inglês William Temple: “Evangelizar é apresentar Jesus Cristo no poder do Espírito Santo, para que homens e mulheres confiem em Deus através d'Ele, para que O aceitem como seu Salvador e O sirvam como seu Rei na comunhão da Igreja”.
Num de seus livros, Mendell Taylor diz: “Aqueles que serviram de instrumentos em movimentar o evangelismo, foram estimulados por determinados ideais.
Salientam-se os seguintes:
1. Entregaram-se de todo o coração às convicções básicas e bíblicas. Para eles, a verdade não era experimental; a justiça não era relativa; e a bondade não era geográfica. Eles consideravam-se agentes de valores supremos que mereciam apoio
incondicional.
2. Foram compelidos por um profundo sentido de destino. Estavam conscientes de ser chamados, guiados e abençoados pelo Senhor. Isto se tornou uma obrigação tão premente que eles não se sentiam livres nem seguros para negligenciar suas reivindicações.
3. Revelaram desinteresse pelo mundo e suas práticas prevalecentes. Foram mais sensíveis ao que o Senhor pensava deles do que os homens.
4. Mostraram-se cheios de compaixão por aqueles que não tinham encontrado o caminho. Condenaram ardentemente as práticas do pecado, mas revelaram amor pelo pecador.
5. Reconheceram que a Vinda de Cristo estava iminente. Isto colocou no seu apelo uma nota de urgência. Insistiram que a vigilância era a única preparação adequada.
6. Tiveram plena consciência da responsabilidade pessoal do homem perante Deus. Reconheceram que as escolhas determinavam o destino. As escolhas certas podiam significar prêmio eterno; e as erradas, castigo eterno.
7. Exaltaram Cristo como único meio de salvação. A Sua redenção é a fonte exclusiva da libertação do homem da escravidão do pecado. Assim, o Cristianismo é uma religião de salvação, e não religião de façanhas.
8. Estavam persuadidos de que as Boas Novas do evangelho devem ser compartilhadas. Este sentimento de compartilhar impulsionou-os para além das fronteiras denominacionais e tornou o evangelismo a herança e a missão comuns de todas as denominações.
9. Na sua proclamação da mensagem divina, centralizaram-se na Bíblia. Basearam na Palavra de Deus a autoridade do seu desafio.
10. Honraram o Espírito Santo. Para eles, o testemunho mais eficaz de Cristo é apresentado por aqueles que são cheios, guiados e capacitados pelo Espírito Santo.”
Precisamos hoje, mais do que nunca, deste ministério! Você concorda? Então convidemos evangelistas às nossas igrejas, remuneremo-los adequadamente e, desta forma, estimulemo-los a fazerem “a obra de um evangelista”.
- Donald D. Owens
Superintendente Geral
Agosto de 1994